Todos os dias me lembro, caladinho, aqui no meu peito, que Deus sabe, porque, Ele, sempre sabe o que meu peito chama, grita, chora sem lágrima, chama sem grito, sente sem anunciar;
Todos os dias me consome devagarinho, tem hora certa, dias certos e incertos; mas é todo dia, dia que dura eterno, dias que batem e o peito sufoca, mas sufoca a vida toda.
Eu não moro mais em mim, em mim mora ele. É tão duro que a vida sufoca o peito já sofrido.
Todos os dias, caladinho, fecha a alma, abre os braços da saudade. É aquela voz que não vem, aqueles dias, que, miudinho, vem, na surdina do além, tem alguém de lá que olha, alguém daqui que chora.
Lei de Direitos Autorais nº 9.610/1998, reservados ao autor Emerson de S. M. Cruz, Membro da Academia Luminense de Letras – ALPL, Professor, Escritor, Palestrante, Ator, Diretor teatral e Poeta maranhense.