Horizontes da Escrita
"A qualquer momento um olhar vira texto". E.Cruz
Textos

TODOS OS DIAS

 

Todos os dias me lembro, caladinho, aqui no meu peito, que Deus sabe, porque, Ele, sempre sabe o que meu peito chama, grita, chora sem lágrima, chama sem grito, sente sem anunciar;

Todos os dias me consome devagarinho, tem hora certa, dias certos e incertos; mas é todo dia, dia que dura eterno, dias que batem e o peito sufoca, mas sufoca a vida toda.

 

Eu não moro mais em mim, em mim mora ele. É tão duro que a vida sufoca o peito já sofrido.

 

Todos os dias, caladinho, fecha a alma, abre os braços da saudade. É aquela voz que não vem, aqueles dias, que, miudinho, vem, na surdina do além, tem alguém de lá que olha, alguém daqui que chora.

 

 

Lei de Direitos Autorais nº 9.610/1998, reservados ao autor Emerson de S. M. Cruz, Membro da Academia Luminense de Letras – ALPL, Professor, Escritor, Palestrante, Ator, Diretor teatral e Poeta maranhense.

Emerson MCruz
Enviado por Emerson MCruz em 03/05/2026
Alterado em 06/07/2026
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