O escritor não pode ter preconceitos, não pode deixar de ler por causa de seu julgamento interno. Não se engane consigo mesmo. Conselho: Leia de tudo. De clássicos a bulas de remédios. Não se esbarre na religião, não se culpe por causa de pessoas que só te julgam. O escritor tem de ler os livros mais improváveis: livros que atacam, que proibiram; histórias que te rasgam a alma. Não tenha preconceitos. Leia a bíblia, leia o Alcorão...leia a vida. Leia os Mórmons, leia a Ellen G. White...enfim, fuja toda e qualquer amarra; de qualquer fardo disciplinador, no sentido doutrinador que o termo tem. Leia o que todo mundo repulsa. Você não pode ser igual ao comum, seja sempre você!
Escritor não pode julgar a si mesmo e dizer: estou errado? Será que devo? O que irão pensar? O que irão falar? Não! mil vezes, não. Seja limpo de alma. Seja aberto mentalmente. Conheça todo o mundo que te cerca; não ponha “cercas” no mundo, principalmente no teu. Leia com a própria cabeça, pense com a própria cabeça, porém, saiba defender seu próprio pensamento, não copie, não se baseie. Vá sempre direto a fonte. Beba da fonte. Agarre-se ao conhecimento genuíno. Não se distancie muito conhecimento original. “se fulano diz: eu li tal obra, fiz tal busca etc..., vá você também àquela fonte, busque você mesmo, seja curioso e queira a fonte pra você também. Tenha sua própria experiência. Faça seu caminho. Ou seja, formule suas ideias, seja você a cabeça que cria. Não crie ou faça a partir de uma cabeça que criou e fez. Seja sempre o ponto de partida daquilo que diz. Procure ser referência em um conhecimento, se alimente das melhores fontes. Busque sempre o original; leia e estude da raiz, ou seja, da origem.
Repito: leia com a própria cabeça, não com a dos outros. O escritor não pode ter medo do que dizem, deve, sim, temer não dizer nada quando deve ser dito e feito. Não traia sua arte. Livre-se de si mesmo, se esse “si mesmo” te prende. Saia e descubra-se. O escritor é um eterno professor de si mesmo, ele ensina sem falar, pois, escreve para dizer o que de melhor faz. O que seria do mundo sem as letras! O que seriam dos leitores?: não teríamos leitores. Para ler, alguém escreveu antes.